Saturday, November 28, 2009

Quer ser um bom turista em Nova York? Dê gorjetas

Quem vem para Nova York sabe que aqui é terra da Estátua da Liberdade e do Empire State. Mas nem todo mundo que visita a Big Apple sabe que a cidade também é terra da gorjeta.

Empire State atrai mais que as gorjetas
(Crédito: Jeffrey A. Miller)






Na semana passada, um amigo meu, que preferiu não ser identificado, foi perseguido na saída de um restaurante pelo gerente da casa. Assustado, ele parou e decidiu ouvir o que o rapaz tinha a dizer. “O senhor não gostou do nosso serviço?”, perguntou o gerente. Aliviado, meu amigo respondeu: “Sim, eu gostei”. “Mas então por que o senhor não deixou gorjeta?”. Ruborizado, meu amigo tirou a carteira do bolso e entregou o dinheiro, que correspondia a 10% do total da conta. Não totalmente satisfeito, o gerente agradeceu, meio cabisbaixo, e voltou ao restaurante.

A história, um tanto infeliz, pelo menos rendeu assunto para um post sobre algo interessante: a questão da gorjeta em Nova York. Ela supostamente é obrigatória, e quem mora em Nova York tem certeza absoluta de que o mundo todo sabe disso. Infelizmente, os mais de 45 milhões de turistas que visitam a Big Apple anualmente estão certos apenas de que aqui é a terra da Estátua da Liberdade e do Empire State. Sobre a gorjeta...o que é isso mesmo?

Chamada de “tip”, a gorjeta é, na verdade, a maior parte do salário não só dos garçons de Manhattan, mas também dos que trabalham em hotéis e dos motoristas de táxi. Em muitos restaurantes, por exemplo, garçons e assistentes recebem apenas US$ 5 por hora (o que nem chega a US$ 40, depois de descontar as taxas, em uma jornada de oito horas), quantia muito baixa se comparada ao custo de vida da cidade. Por isso a gorjeta é tão apreciada e esperada.

Aos garçons, espera-se que o tip corresponda entre 15% a 20% do total da conta. O mesmo é esperado pelo bartender se você resolver comer no bar. No caso de você pedir um drinque e depois ir para mesa, a expectativa do barman é que você dê a ele pelo menos US$ 1 por bebida. O responsável pelo guarda-volumes também espera ganhar a mesma quantia por item guardado, apesar de isso não constar nas regras oficiais da cidade. Quanto ao cumim, ou busboy, como os auxiliares dos garçons são chamados por aqui, não se preocupe (ufa!): eles receberão uma porcentagem da gorjeta que você deixou ao garçom.

A regra de 15% a 20% também se aplica aos taxistas. Nos hotéis, os carregadores de mala geralmente esperam entre US$ 1 e US$ 2 por mala carregada, e os porteiros geralmente recebem US$ 1 por chamar um táxi. As faxineiras também querem sua parte, que corresponde a até US$ 5 dólares (só de gorjeta) por dia. O pagamento também se extende a outros profissionais, como os cabelereiros, mas isso é assunto para outro post.

Afinal, de quem é a culpa?

Na última terça-feira, 24 de novembro, um blogueiro cearense foi condenado a pagar R$ 16,6 mil à diretora de um colégio em Fortaleza, devido a um comentário feito em seu blog por um leitor que se identificou com um e-mail falso.

O caso lembra o do Google, que no início deste mês foi condenado a pagar, segundo o site de notícias da Globo, G1, um total de R$ 850 mil a Rubens Barrichello devido a um perfil falso criado na rede de relacionamentos Orkut. Mas neste caso, como a sentença está na primeira instância, o Google ainda poderá recorrer do valor.

Essas histórias trazem à tona a questão da responsabilidade do conteúdo publicado nos blogs e nas redes sociais. Afinal, quem deve ser punido? Aquele que gerencia o site ou a pessoa que fez o comentário que foi parar na justiça?

Ouça a matéria na íntegra aqui (já que o player que eu coloco na página está sumindo!).

Wednesday, November 25, 2009

Teste - Edição de fotos no Irfanview

Hoje usei pela primeira vez o editor de fotos Irfanview, que e um visualizador e editor de imagens bem basico, mas que quebra o galho principalmente para quem tem pressa e para quem nao tem experiencia com outros editores de imagens.

Tenho mania de fazer varias coisas ao mesmo tempo, por isso a primeira coisa que notei eh que o Irfanview abre apenas uma imagem por vez. Apesar disso, achei seu uso bem pratico - para o teste, eu apenas redimensionei uma foto (abaixo) e cortei uma outra (acima), tudo bem rapido e sem dificuldades. Tambem dei uma olhada nas funcoes e simpatizei com os efeitos especiais que podem ser aplicados na imagem.


Gostei do programa, que alem de ser de graca, pode ser instalado em menos de cinco minutos. Pretendo baixar no meu computador, que eh um netbook e nao tem muito espaco disponivel para eu instalar o Photoshop (o teste foi feito no meu trabalho, por isso o post sem acentos).

Sunday, November 22, 2009

Cadê a web 3.0?


Enquanto a web 3.0 não chega, temos que nos contentar com informações nonsense que muitas vezes nos são transmitidas pelos sites de buscas. Que fique claro que isso não é uma reclamação, pois já acho uma maravilha a ideia de ter diversas ferramentas de busca disponível na internet, mas agora que sei que elas podem ser ainda melhores, não vejo a hora de isso acontecer.

Confesso que nunca fiquei na mão com a internet. Sempre que precisei de alguma informação para complementar uma matéria fui agraciada com diversas sugestões de fontes precisas, que sempre me renderam boas conversas. Tenho uma técnica para fazer buscas nos sites que sempre dá certo: nunca procuro por frases inteiras, mas sim por palavras-chave que podem levar ao que eu quero saber. E funciona.

Na última pesquisa que fiz, porém, não achei os resultados tão interessantes assim. Depois de procurar em oito páginas diferentes algo sobre “crise na imprensa” - assim mesmo, entre aspas, para que a busca fosse precisa -, cheguei às seguintes conclusões:

O Google sempre tem mais resultados do que os outros sites de busca. Mas isso não quer dizer que suas indicações são melhores, já que o primeiro site indicado era um fórum online que até tinha uma pergunta sobre o assunto pesquisado, crise na imprensa. O detalhe é que ela foi feita em 2003, e até hoje não recebeu nenhuma resposta (este site, nada útil, apareceu no top five de cinco outros sites de busca – UOL Busca e Ask);

- Infelizmente não são as informações mais recentes que fazem parte dos cinco primeiros resultados oferecidos pelos sites testados. Para se ter uma ideia, a informação mais atualizada era um texto de blog postado em outubro de 2009. Ele apareceu como primeira opção na busca da web do site DeepDyve (a mais antiga, que também estava no top five - sem mencionar aquela de 2003 que eu falei anteriormente -, era uma matéria sobre uma pesquisa que dizia que a crise na americana estava reforçando o uso da web nos EUA. Ela era de março de 2004, e apareceu em 4° lugar no Bing);

- Alguns sites de buscas americanos só fazem a varredura nos bancos de dados em inglês. Por exemplo, o Clusty me perguntou se eu não queria pesquisar “cruise na impresa” (sim, impresa com i) em vez de “crise na imprensa”;

- Felizmente, algumas informações de veículos ou sites relevantes apareceram entre os cinco primeiros em pelo menos dois sites, como a matéria sobre uma reunião da Sociedade Interamericana de Imprensa, SIP (que constava no Google, Yahoo, DeepDyve, UOL Busca, Bing, Ask e DogPile), o texto do professor do curso online de Introdução ao Jornalismo 2.0 da Universidade de Texas em Austin, Carlos Castilho, publicado no site do Observatório da Imprensa (no site de buscas do Yahoo, no Uol Busca – que é um clone do Google – e no Bing.com), e o texto do jornalista Pedro Dória, que apareceu no Google, Yahoo, UOL Buscas e Ask.

Por mais que o Google não tenha me transmitido as informações mais recentes ou relevantes sobre o assunto pesquisado, crise na imprensa, continuo achando que esta é a melhor ferramenta de busca para meu trabalho. Mas ainda fico na espera da Web 3.0, que, dizem por aí, vai fazer com que os resultados das pesquisas sejam muito mais inteligentes e eficazes.

Saturday, November 21, 2009

O feedback do feed

A ideia era a seguinte: testar, por três dias, duas ferramentas leitoras de RSS - o Google Reader, que é um serviço do Google no qual você adiciona seus sites e blogs favoritos e ele faz uma checagem constante em busca de novos conteúdos, e algum outro tipo de leitor de feeds. O escolhido foi o FeedDemon, programa da NewsGator Technologies que pode ser baixado gratuitamente.

Dia 1

Depois de instalar o FeedDemon no meu computador, adicionei três sites de acesso com frequência: Estadão, G1 e New Yorker. Eu já tinha esses três sites no Google Reader, então, para facilitar minha pesquisa, criei uma pasta separada só com eles.

Uma dica para quem está aprendendo só agora a lidar com o FeedDemon (assim como eu): alguns sites, como o da New Yorker, oferecem leitores específicos para armazenar o RSS deles. No caso da página da revista norte-americana, as opções são Yahoo, Google, Bloglines e XML. Como meu FeedDemon não está sincronizado com meu Google Reader (por causa deste teste), eu optei pelo XML.  É nessa opção que os outros leitores de feeds podem ser encontrados.


Dia 2

Estou gostando muito mais da estética do FeedDemon do que a do Google Reader. Parece que os sites não perdem a personalidade ali, já que até os seus ícones são mantidos. Só não consegui ainda fazer com que o programa instalado no meu computador faça uma atualização automática, então toda vez que entro tenho que atualizar “manualmente” (o teste está sendo feito durante meus cinco minutos de café da manhã, por isso não tive tempo de explorar o programa como eu gostaria).


Dia 3

Adorei o gráfico do Google Reader que mostra quantas notícias foram postadas pelo site que você assina o feed e o quanto você já leu. E também gostei do botão de pânico do FeedDemon, que diminui a tensão quando o número de feeds recebidos é bem maior do que o tempo que você tem disponível para se dedicar à leitura dos sites.

Comparação

Uma das principais vantagens do FeedDemon é que você pode acompanhar os feeds em tempo real, enquanto é preciso acessar a página do Google Reader para ver os últimos posts dos seus sites prediletos. O leitor de RSS da Newsgator Technologies  também leva vantagem na hora da leitura do post, que ele carrega em sua própria página. O Google Reader abre a página direto no site da fonte, que faz com que você prefira ir direto à homepage do seu site favorito do que voltar à página do Google para ver a próxima manchete.

É importante ressaltar que a ferramenta do Google, apesar de, em minha opinião, estar em desvantagem em muitos quesitos quando comparado ao FeedDemon,  se destaca pela funcionalidade da opção “Traduzir para meu idioma”, localizada na tab “Configurações de Feed”. É claro que a tradução vai ser um pouco tosca, mas ainda assim, essa função permite com que os internautas tenham acesso ao conteúdo de sites de diversos outros países. Já o programa da Newsgator é em inglês, e o português não é um dos idiomas que estão disponíveis caso você queira baixar o programa em outra língua.

Ambos os leitores de RSS se diferenciam por suas formas de organização. O Google Reader, um pouco limitado nesse quesito, oferece as opções de classificação por postagens mais recentes ou antigas. Já o FeedDemon permite que você visualize os posts das últimas 24 horas, ou entao de dois dias atrás, e até da semana que passou. Se você está usando o leitor de feeds para algo específico, essa ferramenta pode ser bastante útil.


Conclusão


O sistema de atualização de páginas é útil para mim pois me auxilia na criação de pautas. É uma forma de eu estar conectada em todos os sites de informação sem que eu precise entrar em todos eles a cada segundo, já que as notícias na internet são alteradas com muita rapidez e frequência. Acho que a principal função do leitor de RSS é fazer com que as notícias venham até você em tempo real. Ambas as ferramentas testadas cumprem esta função, cada um com suas limitações, claro. Atualmente, o FeedDemon atende às minhas necessidades mais do que o Google Reader.

Saturday, November 14, 2009

Mas a web também mudou?

A web mudou e eu não sabia. Quer dizer, não é bem que eu não sabia, é que na verdade eu não percebi. Tanta coisa aconteceu na minha vida depois do ano 2000 (me formei na faculdade, fui trabalhar em um jornal grande, me mudei de Jacareí para São Paulo...), que eu achei que a mudança tinha sido apenas para mim. Eu estava em um novo emprego, em uma nova cidade, conhecendo mais gente, lendo mais livros, vivendo novas experiências e, claro, aprendendo a mexer melhor na internet. Mas não foi bem isso o que aconteceu. A internet mudou para todos, e para melhor. Vou explicar:

Aquela web dos anos 90, afinal, não era tão interativa quanto parecia ser. É possível lembrar dos designs das páginas, que não eram nem um pouco interessantes como os que são encontrados hoje, e também dos conteúdos dos sites, que não eram atrativos o suficiente para fazerem valer uma segunda visita. Isso pode ter uma explicação, já que nessa época, da Web 1.0, as informações recebidas vinham através de uma classificação taxonômica, ou seja, com base em critérios científicos.

O comércio predominava na rede em diversas formas. Era preciso contratar provedores, que geravam e monitoravam grande parte do conteúdo exibido, e alguns softwares também eram fundamentais. Sim, a internet tinha virado um produto. Ao mesmo tempo em que havia muita informação disponível, a participação e interação do usuário eram limitadas.

Esse monopólio virtual começou a ser dissolvido em meados dos anos 2000, quando novas empresas passaram a ver a rede como plataforma, e não como produto. Com a nova visão, claro, vieram as mudanças, que causaram prejuízos aos que antes controlavam ferramentas e informações da rede. Muitas empresas foram à falência, e muitos pensaram que a internet tinha chegado ao fim. Mas outros,como o fundador da editora norte-americana O’Reilly Media, Tim O’Reilly, e sua equipe, viram na mudança o nascimento de uma nova geração virtual. Em um brainstorm feito durante uma conferência no fim de 2004, O’Reilly chamou essa nova fase de Web 2.0.

A principal característica da nova geração da web foi transformar o usuário em ferramenta principal da navegação. Ele passou a selecionar, gerar, compartilhar e modificar o conteúdo disponível na internet, tornando a seleção de informações mais humanizadas. Surgiram espaços próprios para textos, fotos e vídeos, como blogs, fotologs e videologs (Blogger, Wordpress, TypePad, Flickr, Youtube), além das redes de relacionamentos (Orkut, Facebook) e de diversos outros programas que passaram a estimular a criatividade e a inteligência coletiva. Atualmente, as empresas se beneficiam desse novo sistema de navegação para a criar e desenvolver novos produtos.

Com a democratização, a internet também ficou mais veloz. Hoje já se fala na Web 3.0, a terceira geração da rede que, segundo a Wikipedia (a enciclopédia livre editada por usuários), deve surgir em cinco ou dez anos, e vai organizar de forma ainda mais inteligente todas as informações contidas na web. É esperar para ver.

Tuesday, November 10, 2009

O nome do blog

Já criei uma porção de blogs, mas infelizmente poucos foram adiante (na verdade, os que funcionaram tiveram vida curta, pois eram bem específicos - um foi para vender as coisas da minha casa quando eu estava de mudança do Brasil e o outro foi para meu casamento...).

O tempo (in)disponível é meu maior inimigo. Aqui em Nova York, quando eu não tenho vários trabalhos diferentes e alguns freelas para fazer, tenho um trabalho que consome muitas horas do meu dia. E também faço aulas de boxe para ter fôlego para esse trabalho todo. E tem meu marido, que trabalha num horário completamente diferente do meu, a quem eu tento dedicar as poucas horas de energia que me restam.

Mas, enfim, tenho planos de mudar isso. Quero manter meu trabalho, claro, mas também quero estudar, aprender e compartilhar essas novidades com quem tiver interessado.

Bom, é isso. Mãos à obra e, se Deus quiser, agora vai!